domingo, 5 de junho de 2011

A vida (Andréia)




Um movimento apenas, apenas um e a energia do corpo fará o que tem que ser feito, sem muito pensar e mecanicamente. Será essa vida tão vivida em ação? O sentido das coisas seria a arrumação externa? Subo a linha imaginária que é tão mais significativa, a sensação de chegar ao topo e avistar lá de cima a minha indiferença ao corre-corre diário das pessoas em busca do nada. Nada é o que se tem! A brisa toca o meu rosto e o meu pensamento viaja por lugares que nunca estive ou estive sempre?
Não desejo essa alegria tão contemplada dos sorrisos plásticos, ela é patética e completa. Prefiro as minhas lágrimas e nessa minha incompletude sentir a vida como realmente ela é.


" Dá-me a tua mão desconhecida, que a vida está me doendo, e não sei como falar...a realidade é delicada demais, só a realidade é delicada, minha irrealidade e minha imaginação são mais pesadas." (Clarice Lispector)

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