Quero encaixar o meu desejo na lógica do tempo
A realização da autonomia do sujeito
E eu como sujeito determinado
Tenho que sujeitar-me à indeterminação do tempo
Esse tempo que tudo rege
Que fere o meu rosto com suas marcas
Que dilacera o meu instante
E faz com que eu recomece
Quando já estou ao fundo do fim
Tenho que conviver com semideuses
Esses que vivem sob as rédeas do mundo
Odeio esse otimismo saudável
Que aliena o homem
Deixando-o fraco diante das instabilidades
Quero me desconectar
Mas falta ainda uma brecha para o encaixe do meu desejo.
Quero a liberdade de (ser ) e que me chamem de louca!

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