segunda-feira, 6 de junho de 2011

Querer e não poder (Andréia)

Quero encaixar o meu desejo na lógica do tempo

A realização da autonomia do sujeito

E eu como sujeito determinado

Tenho que sujeitar-me à indeterminação do tempo

Esse tempo que tudo rege

Que fere o meu rosto com suas marcas

Que dilacera o meu instante

E faz com que eu recomece

Quando já estou ao fundo do fim

Tenho que conviver com semideuses

Esses que vivem sob as rédeas do mundo

Odeio esse otimismo saudável



Que aliena o homem

Deixando-o fraco diante das instabilidades

Quero me desconectar

Mas falta ainda uma brecha para o encaixe do meu desejo.

Quero a liberdade de (ser ) e que me chamem de louca!





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