Os vestígios de tua existência encontro nas palavras que são minha companhia na tarde cinzenta.
Quem dera eu pudesse livrar-me da tua imortalidade na minha mente...ou então recomeçar
do zero e abusar do que não fosse apenas um sonho em minhas noites mal dormidas sempre a esperá-lo.
Ter a tua imagem e não só os restos mortais das tuas palavras que avivam e alimentam meus dias vãos. Desfalecer no teu abraço
com o corpo molhado de desejo como uma garoa fina e precisa. Mergulhar fundo no teu ser como um escafrandrista e
respirar só o teu cheiro. Tocar a tua epiderme como quem toca um livro que nunca fora lido, folhear as páginas lentamente
e descobrir os segredos da tua alma.
Ignorar o fim do mundo e morrer nos escombros do teu corpo real, banir da realidade a condenação de mais um dia sem você.

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